Log疄tica em Pauta - 25/04/2007  
 
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Logística em Pauta


A Espanha vai investir em um ano 100 bilhões de euros em infra-estrutura. Destes, a metade será desembolsada pelo governo, ou seja, E$ 50 bilhões e a outra metade pela iniciativa privada. Um pródigo exemplo de parceria público privada.
O nosso PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) prevê investir em quatro anos R$ 58 bilhões em infra-estrutura.
Esta foi uma das informações que foram discutidas ontem, no 4º Seminário de Logística promovido pela FIESP, com o tema “PAC e os novos caminhos de infra-estrutura do transporte brasileiro”.
Um dos desafios do mercado: “eficiência crescente com custos decrescentes”, ou seja, não basta melhorar a produtividade, é necessário fazer cada vez mais com cada vez menos.
Cabe ao governo um importante papel de fomento e liderança para que os investimentos em infra-estrutura se tornem uma realidade, atuando em “redução ou remoção de obstáculos ao crescimento”. Leia-se por redução a diminuição da carga tributária, via incentivos fiscais, e por obstáculos, a burocracia e falta de reformas que atrapalham o dia a dia das empresas e afastam os investimentos.
Como comentou ontem Paulo Skaf, presidente da FIESP: “necessitamos de uma ruptura”, comentando que não se trata de simples ajustes ou de um plano e sim de uma nova mentalidade focada no crescimento, que envolva o governo, as empresas e a sociedade unidos em torno do mesmo objetivo.
Existe um dado que comprova esta urgência: o Brasil cresceu menos que a média mundial e foi vice-lanterna na América Latina. Ganhamos somente do Haiti, o que deveria ser o suficiente para ligar a luz vermelha no País.
O senador Marconi Perillo, presente no evento, resumiu bem a lição de casa a ser feita:

· Andarmos com as reformas: política, previdenciária e tributária;
· Diminuir o gasto público;
· Alterar a política cambial e de juros;
· Fortalecer as agências reguladoras, dando mais autonomia e independência e isolando as mesmas de indicações políticas;
· Voltarmos a usar o modelo de concessões e estimular as PPPs (parcerias públicas privadas).

A jornalista Sônia Racy, mediadora de um dos debates do dia, comentou que o último plano similar ao PAC foi elaborado em 1985, e não saiu do papel. Ela revelou ainda que é possível cortar 36% do gasto anual em logística, se os investimentos necessários forem feitos.
O Engenheiro Marcelo Perrupato e Silva, Consultor do CENTRAM, detalhou no evento o PNLT (Plano Nacional de Logística e Transportes) comentando que os críticos do plano estão corretos ao comentar que o mesmo trata basicamente de obviedades nacionais, mas que seria no mínimo estranho que o óbvio não fosse atacado.
A colocação dele faz sentido. De uma forma geral todos os presentes concordaram que é promissor o governo apresentar um plano de crescimento e o assunto estar na pauta, mas voltando ao exemplo da Espanha, na terra de Cervantes, eles fazem planos para dez anos, e gastam em um ano praticamente cinco vezes mais, considerando a conversão cambial, do que muitos no Brasil torcem para que saia do papel e seja feito em quatro anos.
Para ficarmos num só exemplo que vitamina a descrença, a única PPP que está em andamento no governo federal, já tramita há quatro anos, sem data prevista para inicio.
A boa notícia do evento foi dada por Geoffrey Cleaver, superintendente executivo do ABN Amro Bank, presente no evento, que comentou que está sobrando dinheiro para investimentos em infra-estrutura. Existe verba pública e privada, a espera de projetos para investimentos com perfil de 10 a 15 anos.
O 4º seminário de logística da FIESP ocorreu ontem, dia 24/04/07, na Intermodal, feira que reúne vários expositores que operam com transporte internacional e comércio exterior. Não poderia deixar de registrar que a Signa conta com seis clientes entre os renomados expositores presentes ao evento, que utilizam nosso software para gestão de suas operações de transporte.

Nuno Figueiredo
Signa
Diretor Comercial
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