O adeus da Ryder - 27/02/2009  
 
18/08/2010 - Enfim, Debutamos!

12/07/2010 - O Caminhoneiro

19/04/2010 - Mais Problemas

29/03/2010 - Um Bom Slogan

11/03/2010 - Desvio de Rota

01/03/2010 - Mais Alguns Números

07/12/2009 - A Rotina

01/12/2009 - A Moto

16/11/2009 - A Janela Quebrada

26/10/2009 - Torne-se Inútil II

06/10/2009 - O Risco Eletrônico

28/09/2009 - A Teoria do Caos

21/09/2009 - Torne-se Inútil

11/09/2009 - Quero Ser Grande II

04/09/2009 - Quero Ser Grande

28/08/2009 - Um Novo Brasil

20/08/2009 - 5006 Índios

14/08/2009 - Os 4 Dês do Aurélio Miguel

07/08/2009 - Oops Errei!

31/07/2009 - Apenas Números II

17/07/2009 - O Início do CT-e

13/07/2009 - Tempos Velozes III

03/07/2009 - Tempos Velozes II

26/06/2009 - Tempos Velozes

19/06/2009 - Apenas Números

22/05/2009 - O Executivo Engraxate

15/05/2009 - Nas nuvens sem paraquedas

08/05/2009 - A Síndrome do Estudante

30/04/2009 - A volta às compras

17/04/2009 - QWERTY

09/04/2009 - A eleição do pato

03/04/2009 - O Bill Gates e a GM

27/03/2009 - O resultado

20/03/2009 - O Fenômeno

13/03/2009 - Carregando a Velhinha

06/03/2009 - O Dia do Chefe

27/02/2009 - O adeus da Ryder

20/02/2009 - O sistema do sobrinho II

13/02/2009 - Matando o mensageiro

06/02/2009 - Era melhor no Egito

30/01/2009 - O Sistema do Sobrinho

23/01/2009 - O CT-e sem papel

16/01/2009 - O paradigma CT-e

09/01/2009 - Torcendo para o Jacaré

12/12/2008 - O Joio, o trigo e a Fátima Bernardes

17/10/2008 - Retratos da Crise

19/09/2007 - Terceirização

11/09/2007 - Intuição e Experiência

03/09/2007 - Crescer ou Encolher

10/07/2007 - Um diferencial inusitado

10/05/2007 - Os Celulares Usados Como Computadores

25/04/2007 - Logística em Pauta

17/04/2007 - Leia, Visite e Divulgue

11/04/2007 - Fusões e Aquisições

03/04/2007 - As Coisas Simples Que Não Fazemos

09/01/2007 - Disciplinamento do Transporte Rodoviário de Cargas

12/07/2006 - Lições Estratégicas Para Dirigentes Executivos

27/06/2006 - O Tal do Feedback

14/06/2006 - Informática Al Dente

18/11/2005 - Tecnologia da Informação

13/12/2004 - Aliança Oferece Soluções Logísticas Integradas

21/05/2004 - Transparência ao Cliente

15/08/2003 - Logística e Internet

31/07/2003 - Ainda Não Sabemos Exportar

20/05/2003 - Software é Serviço Agregado

07/03/2003 - Analisar e Processar

18/02/2003 - Peopleware

31/01/2003 - Um Novo Olhar Sobre a Redução de Custos

O adeus da Ryder


Na recente fusão entre o Itaú e o Unibanco, me chamou a atenção a declaração do presidente do Unibanco, que cita a preocupação com o Santander, primeiro banco estrangeiro cuja presença, de fato, se tornou uma ameaça aos bancos nacionais, por ser o único que entrou com estrutura e investimentos que poderiam levar o banco espanhol a liderar o mercado brasileiro.

No mesmo dia em que a fusão que criou o maior banco brasileiro foi anunciada, havia reportagens comentando a estratégia do Santander de se tornar líder do mercado.

Esse é o efeito da globalização. Abrem-se novos mercados e surgem novos concorrentes.

No final do século XX, o mercado de transportes estava se preparando para as multinacionais que viriam para o Brasil, tomar conta do mercado. Assisti de perto, o caso de uma pujante empresa de carga aérea, que operava para uma grande montadora. Este cliente representava cerca de 70% do faturamento deste transportador, que já foi um dos líderes deste segmento.

Esta empresa não existe mais. Fechou suas portas cerca de um ano após a entrada do operador logístico Emery, que veio ao Brasil assumir esta operação. A Emery, poucos anos depois, saiu do País.

Em dezembro de 2008, foi a vez da companhia de transportes e logística Ryder, anunciar que está encerrando as suas operações no Brasil, Argentina e Chile.

Não foi a primeira e nem será a última vez que uma mudança de diretriz, na matriz de uma multinacional, revê planos e investimentos em alguns países.

Essa entrada e saída dos grandes players representa risco e oportunidade. Há o risco deles tomarem uma fatia do mercado. São empresas bem estruturadas, com muito dinheiro para investir e normalmente alicerçadas em um planejamento de longo prazo.

Por outro lado, quando elas saem, deixam um vácuo e geram oportunidades para o mercado local, que assume estas operações. Este é o novo jogo. O concorrente não é mais somente o vizinho regional, pode ser alguém que está do outro lado do planeta.

Como enfrentar este tipo de competição e como atuar nesse novo cenário é um dos grandes desafios. É uma questão de porte e de foco, mas isto já é outro assunto.

Chama a atenção os números da Ryder divulgados pela revista Exame, cujo trecho eu reproduzo abaixo:

“O custo do encerramento das operações nesses mercados deve chegar, antes de impostos, de US$ 36 milhões a US$ 45 milhões no quarto trimestre deste ano. Estas operações respondem por receitas brutas de aproximadamente US$ 200 milhões e receitas operacionais de cerca de US$ 120 milhões ou 3% das receitas consolidadas em 2007. Aproximadamente 45% de tais receitas operacionais derivam do setor automotivo.”

É um adeus em grande estilo. Exceto para os 2,4 mil funcionários que ficam sem emprego ou dependentes de serem absorvidos pelos novos entrantes. Muito bom para as empresas que tomarem essas operações, ainda mais nos tempos atuais onde só se fala em crise.

Nuno Figueiredo
Signa Consultoria e Sistemas
Diretor Comercial
Traducir al español Translate into english Home