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O resultado
Uma das primeiras coisas que eu aprendi no mundo corporativo é a necessidade de se obter resultados. O resultado de uma empresa é, em última análise, o lucro. Como diria o comandante Rolim, da TAM: Nada substitui o lucro, de onde se deriva nada substitui o resultado.
É comum em projetos perdermos algumas batalhas. É triste, mas acontece. Muito diferente é perder a guerra. Ás vezes, o desânimo de uma batalha perdida, nos faz perder o foco e pode contaminar algo maior que é a guerra em si.
No tempo dos descobrimentos, navegar era algo extremamente audacioso. É o equivalente, guardadas as devidas proporções, a uma viagem da NASA nos dias de hoje.
Usavam instrumentos precários, embarcações idem. Enfrentavam o mar aberto, sujeito a doenças e toda a sorte de crendices. Uma delas, dizia que a terra era plana e o mar acabava num abismo.
O resultado, neste caso, é chegar com o navio no seu destino. Não importa quantas tormentas ou problemas foram enfrentados, se houve ou não tempestades e se o mastro está inteiro ou pela metade. Qualquer viagem termina com uma destas situações: os que chegaram ao seu destino e os que não conseguiram o resultado.
Nos dois casos, haverá muitas histórias para contar, problemas para serem narrados e dificuldades não previstas. Para os que chegarem ao destino, isto será contado várias vezes e esses percalços serão um tempero adicional, que aumentará o orgulho de quem chegou do outro lado.
Infelizmente, para o segundo caso, tudo soa como desculpa, por mais inevitáveis e não controlados que sejam os problemas que impediram o navio de chegar ao seu destino. Você não irá ouvir (ouvirá) muitas histórias de quem perdeu uma guerra ou um projeto. Nada substitui o resultado.
Eu me lembrei disto motivado pelo final do nosso projeto de certificação de qualidade no MPS-BR, nível F. A auditoria final foi feita na Signa no dia 17/03/09. Quase um ano e meio de trabalho para obter este selo de qualidade.
Este foi um daqueles momentos em que ou se sai do outro lado ou se morre na praia. Não existe outra alternativa. Neste tipo de projeto ou você obtém ou não obtém o resultado. Não há ganho parcial, não há meio termo.
Um exemplo: o conquistador espanhol Hernando Cortez, ao desembarcar no México, enfrentou problemas, pois havia muito ruído e descontentamento; avizinhava-se um motim, pois os homens queriam voltar. Ele então mandou queimar as caravelas que trouxeram seu exército. Queimar os navios serviu para deixar claro para seus comandados que não havia outro caminho para a sobrevivência a não ser seguir em frente e enfrentar os Astecas.
Em algumas batalhas, isto chama-se dinamitar a ponte. Você passa e destrói a única forma de voltar, restando à tropa avançar ou avançar, visto que não dá mais para recuar. Independente da estratégia desenhada e dos cuidados tomados, existem horas em que somente a dedicação e o espírito de equipe é que resolvem a parada e garantem o resultado.
Acompanhei isso de perto no nosso projeto. Não faltaram motivos ou percalços para o que o nosso navio não chegasse ao seu destino, mas as nossas caravelas já tinham sido queimadas. Graças ao empenho de todos, passamos na auditoria e a Signa obteve o selo de qualidade do MPS-BR, nível F.
Ao comunicarmos aos nossos clientes que cumprimos uma das etapas de nosso planejamento estratégico, recebi várias mensagens de apoio. Uma, em especial, tinha uma frase muito interessante que eu gostaria de dividir com vocês. Ela denota bem a importância de obtermos o resultado: Visão sem ação não passa de um sonho. Ação sem visão é só um passatempo. Visão com ação pode mudar o mundo.
Nuno Figueiredo
Signa Consultoria e Sistemas
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