Tempos Velozes III - 13/07/2009  
 
18/08/2010 - Enfim, Debutamos!

12/07/2010 - O Caminhoneiro

19/04/2010 - Mais Problemas

29/03/2010 - Um Bom Slogan

11/03/2010 - Desvio de Rota

01/03/2010 - Mais Alguns Números

07/12/2009 - A Rotina

01/12/2009 - A Moto

16/11/2009 - A Janela Quebrada

26/10/2009 - Torne-se Inútil II

06/10/2009 - O Risco Eletrônico

28/09/2009 - A Teoria do Caos

21/09/2009 - Torne-se Inútil

11/09/2009 - Quero Ser Grande II

04/09/2009 - Quero Ser Grande

28/08/2009 - Um Novo Brasil

20/08/2009 - 5006 Índios

14/08/2009 - Os 4 Dês do Aurélio Miguel

07/08/2009 - Oops Errei!

31/07/2009 - Apenas Números II

17/07/2009 - O Início do CT-e

13/07/2009 - Tempos Velozes III

03/07/2009 - Tempos Velozes II

26/06/2009 - Tempos Velozes

19/06/2009 - Apenas Números

22/05/2009 - O Executivo Engraxate

15/05/2009 - Nas nuvens sem paraquedas

08/05/2009 - A Síndrome do Estudante

30/04/2009 - A volta às compras

17/04/2009 - QWERTY

09/04/2009 - A eleição do pato

03/04/2009 - O Bill Gates e a GM

27/03/2009 - O resultado

20/03/2009 - O Fenômeno

13/03/2009 - Carregando a Velhinha

06/03/2009 - O Dia do Chefe

27/02/2009 - O adeus da Ryder

20/02/2009 - O sistema do sobrinho II

13/02/2009 - Matando o mensageiro

06/02/2009 - Era melhor no Egito

30/01/2009 - O Sistema do Sobrinho

23/01/2009 - O CT-e sem papel

16/01/2009 - O paradigma CT-e

09/01/2009 - Torcendo para o Jacaré

12/12/2008 - O Joio, o trigo e a Fátima Bernardes

17/10/2008 - Retratos da Crise

19/09/2007 - Terceirização

11/09/2007 - Intuição e Experiência

03/09/2007 - Crescer ou Encolher

10/07/2007 - Um diferencial inusitado

10/05/2007 - Os Celulares Usados Como Computadores

25/04/2007 - Logística em Pauta

17/04/2007 - Leia, Visite e Divulgue

11/04/2007 - Fusões e Aquisições

03/04/2007 - As Coisas Simples Que Não Fazemos

09/01/2007 - Disciplinamento do Transporte Rodoviário de Cargas

12/07/2006 - Lições Estratégicas Para Dirigentes Executivos

27/06/2006 - O Tal do Feedback

14/06/2006 - Informática Al Dente

18/11/2005 - Tecnologia da Informação

13/12/2004 - Aliança Oferece Soluções Logísticas Integradas

21/05/2004 - Transparência ao Cliente

15/08/2003 - Logística e Internet

31/07/2003 - Ainda Não Sabemos Exportar

20/05/2003 - Software é Serviço Agregado

07/03/2003 - Analisar e Processar

18/02/2003 - Peopleware

31/01/2003 - Um Novo Olhar Sobre a Redução de Custos

Tempos Velozes III


"Uma mulher consegue gerar um bebê em nove meses, não importa quantas mulheres grávidas sejam envolvidas". É simples assim. Existem coisas que não podem ser aceleradas. Desde o tempo para a gestação de um bebê, até o tempo necessário para o crescimento de uma árvore.

Nem tudo pode ser feito de forma mais rápida. Existem gargalos, onde o tempo mínimo de todo o processo está limitado ao tempo da tarefa mais lenta e crucial que não pode ser alterada e existem tarefas que demandam muito tempo, e há pouco ou quase nada que possa ser feito a respeito, como nos casos acima.

Isto é importante, porque o gargalo pode estar em qualquer lugar, nas pessoas envolvidas, na tecnologia utilizada, na cultura da empresa, no segmento do mercado, no cliente, enfim em qualquer um destes pontos e, em alguns casos, em todos eles.

Além disto, existe o volume envolvido. Maior volume significa maior dificuldade para fazer o processo rodar. Um processo, às vezes, pode estar ruim e ainda assim pode funcionar, porque o volume envolvido é baixo. Aumente o volume e aparecerão os problemas.

Numa aula de Lean Six Sigma que tive durante o MBA em Irvine-CA, o professor fez uma dinâmica com 6 alunos, que faziam tarefas simples como desenhar um círculo, um quadrado e um triangulo em um papel em branco, cada qual representando uma etapa de um processo de produção de um produto. Cada nova folha em branco era um pedido e havia um infeliz que transportava a folha em branco de um processo para outro. Finalmente havia um controle de qualidade e o pedido era levado até o cliente.

Na primeira rodada, para atender a 20 pedidos, tudo fluiu como um relógio. Tudo foi cronometrado, a performance foi calculada, e obtivemos os indicadores de desempenho da tarefa. Na segunda rodada, com 100 pedidos nos mesmos cinco minutos, adivinhe o que aconteceu? Foi um desastre. Virou um caos. Todos os indicadores foram péssimos e no meio da anarquia e confusão generalizada, nós demos muita risada com aquela atividade.

Na vida real, quando isto ocorre, não há a menor graça. O sucesso de vendas pode se transformar num inferno operacional.

Concluindo a trilogia sobre os tempos velozes, no primeiro momento chamamos a sua atenção para a era da velocidade e ponderamos a respeito da importância de saber para onde se deve correr, antes de simplesmente sair em disparada. Na segunda abordagem procuramos evidenciar o impacto dessa nova era em um mercado específico, que é o de transportes e logística, mas a reflexão é aplicável para outros cenários.

O tema é rico e permite outras visões, mas não quero abusar da sua paciência e exaurir o assunto, por isto concluo mostrando que por mais acelerado que estejam os tempos atuais, temos restrições que devem ser consideradas, como a natureza nos ensina, como no caso dos "babies", nem tudo pode ser acelerado. Graças ao bom Deus.


Nuno Figueiredo
Signa Consultoria e Sistemas
Diretor Comercial
Traducir al español Translate into english Home