A Moto - 01/12/2009  
 
18/08/2010 - Enfim, Debutamos!

12/07/2010 - O Caminhoneiro

19/04/2010 - Mais Problemas

29/03/2010 - Um Bom Slogan

11/03/2010 - Desvio de Rota

01/03/2010 - Mais Alguns Números

07/12/2009 - A Rotina

01/12/2009 - A Moto

16/11/2009 - A Janela Quebrada

26/10/2009 - Torne-se Inútil II

06/10/2009 - O Risco Eletrônico

28/09/2009 - A Teoria do Caos

21/09/2009 - Torne-se Inútil

11/09/2009 - Quero Ser Grande II

04/09/2009 - Quero Ser Grande

28/08/2009 - Um Novo Brasil

20/08/2009 - 5006 Índios

14/08/2009 - Os 4 Dês do Aurélio Miguel

07/08/2009 - Oops Errei!

31/07/2009 - Apenas Números II

17/07/2009 - O Início do CT-e

13/07/2009 - Tempos Velozes III

03/07/2009 - Tempos Velozes II

26/06/2009 - Tempos Velozes

19/06/2009 - Apenas Números

22/05/2009 - O Executivo Engraxate

15/05/2009 - Nas nuvens sem paraquedas

08/05/2009 - A Síndrome do Estudante

30/04/2009 - A volta às compras

17/04/2009 - QWERTY

09/04/2009 - A eleição do pato

03/04/2009 - O Bill Gates e a GM

27/03/2009 - O resultado

20/03/2009 - O Fenômeno

13/03/2009 - Carregando a Velhinha

06/03/2009 - O Dia do Chefe

27/02/2009 - O adeus da Ryder

20/02/2009 - O sistema do sobrinho II

13/02/2009 - Matando o mensageiro

06/02/2009 - Era melhor no Egito

30/01/2009 - O Sistema do Sobrinho

23/01/2009 - O CT-e sem papel

16/01/2009 - O paradigma CT-e

09/01/2009 - Torcendo para o Jacaré

12/12/2008 - O Joio, o trigo e a Fátima Bernardes

17/10/2008 - Retratos da Crise

19/09/2007 - Terceirização

11/09/2007 - Intuição e Experiência

03/09/2007 - Crescer ou Encolher

10/07/2007 - Um diferencial inusitado

10/05/2007 - Os Celulares Usados Como Computadores

25/04/2007 - Logística em Pauta

17/04/2007 - Leia, Visite e Divulgue

11/04/2007 - Fusões e Aquisições

03/04/2007 - As Coisas Simples Que Não Fazemos

09/01/2007 - Disciplinamento do Transporte Rodoviário de Cargas

12/07/2006 - Lições Estratégicas Para Dirigentes Executivos

27/06/2006 - O Tal do Feedback

14/06/2006 - Informática Al Dente

18/11/2005 - Tecnologia da Informação

13/12/2004 - Aliança Oferece Soluções Logísticas Integradas

21/05/2004 - Transparência ao Cliente

15/08/2003 - Logística e Internet

31/07/2003 - Ainda Não Sabemos Exportar

20/05/2003 - Software é Serviço Agregado

07/03/2003 - Analisar e Processar

18/02/2003 - Peopleware

31/01/2003 - Um Novo Olhar Sobre a Redução de Custos

A Moto


Cansado de tudo, o sujeito subiu na moto e foi embora. Pegou a estrada, sumiu. Largou tudo: emprego, mulher e um filho pequeno. Abandonou, desistiu da sua vida, de seus problemas e simplesmente partiu. Voltou 20 anos depois para ver o que restou da cidade, dos amigos e da família que ele deixou para trás há tanto tempo. Esta é a sinopse de um filme que eu assisti há alguns anos. O filme não era um cult, e eu não consigo nem me lembrar do nome do mesmo.

Mas de alguma forma eu fiquei com essa imagem gravada, de um sujeito que num ato de desespero e irresponsabilidade, pega a moto e cai na estrada. Adotei essa ideia como uma válvula de escape. Quando a situação complica, quando tenho um revés maior ou um dia mais difícil, brinco dizendo que vou comprar uma moto.

O cinema fez um bom trabalho colocando a moto como um símbolo de liberdade, um ideal de vida. Que o diga a Harley Davidson, que alega não vender um veículo e sim um estilo de vida. Não é muito justo associar a moto com a irresponsabilidade de largar tudo e eu reconheço que você não precisa de uma moto para mandar tudo para o inferno, mas esse ícone torna esse pensamento mais forte.

Todo mundo passa por isso e tem aqueles segundos de raiva em que você quer matar o sujeito que te fechou no trânsito ou o chefe ou cônjuge. Sair da realidade por pequenos instantes antes de respirar fundo. Breves instantes em que gostaríamos de dar uma de Michael Douglas, no filme "Um dia de fúria", onde ele pega uma arma e sai atirando contra tudo e contra todos.

Todo mundo tem dias bons e dias ruins. Fases boas e outras nem tanto. Todos estamos sujeitos a períodos difíceis, de vacas magras, de perda de pessoas queridas. Isso é cíclico e faz parte da vida. Não dá para ser feliz o tempo todo e na verdade mal sabemos definir o que vem a ser a felicidade.

O Flávio Gikovate tem uma definição boa de felicidade. Ele divide o nosso caminho como se fosse uma folha com um grande risco vertical que divide o papel em duas partes. No centro está a paz. Na esquerda está a tristeza e a dor, e na direita está a alegria e o prazer. E nós oscilamos como num ecocardiograma, ora para a esquerda, ora para a direita, ora no centro. Segundo o Gikovate pode se considerar feliz quem se mantém a maior parte do tempo no centro. Normalmente esta pessoa se recupera mais rápido de uma perda ou de uma tragédia.

Existem dois tipos de prazer: o bom e o ruim. O bom todo mundo sabe reconhecer e o ruim é aquele que você tem quando para de sofrer, quando se recupera de uma doença, por exemplo, mas ele é ruim porque para ele ocorrer você tem que ter tido algum problema. Mais estranho é o conceito de que a felicidade não está em ter momentos agradáveis e faz sentido que assim o seja, porque estes momentos são raros e depender deles para se sentir bem o torna uma pessoa frustrada e, portanto, na maior parte do tempo, infeliz.

O interessante deste conceito do Gikovate é a consciência de que a tranquilidade, a paz e a serenidade é que nos colocam no centro e nos permitem sentir que mesmo oscilando, sejamos, na maior parte do tempo, felizes se conseguirmos fugir dos extremos.

Nós temos que conviver com isso. Mesmo que você ame o que você faz e seja o sujeito mais animado do mundo, ainda assim haverá semanas em que rezaremos para que chegue a sexta-feira, e teremos momentos em que queremos fazer como o Brad Pitt, no filme "O Curioso Caso de Benjamim Button", onde ele achou que o melhor a fazer era sumir e ir embora. E adivinhe o que ele fez? Subiu na moto e pegou a estrada.


Nuno Figueiredo
Signa Consultoria e Sistemas
Diretor Comercial
Traducir al español Translate into english Home