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Como o seguro de carga pode contribuir para combater os efeitos da crise no setor de transportes

Autoria de ADAILTON DIAS
19 /11/2015 - 10h53

Especialistas utilizam com frequência o desempenho de alguns segmentos da economia para prever os seus efeitos na sociedade. É comum, por exemplo, utilizar os dados referentes à venda de papelão ondulado para prever o desempenho da indústria nos meses futuros. Caso a venda de papelão aumente, significa que a indústria – que precisa de papelão para embalar seus produtos – irá produzir mais.

Com o segmento de transportes a lógica é inversa. O setor sente os efeitos de uma crise, como a que enfrentamos agora, sequencialmente aos meios de produção. Como atividade-meio, essa área deixa de faturar porque os diversos ramos da indústria deixaram de produzir ou vender seus produtos.

Esse é exatamente o cenário que vivenciamos hoje. Aliado a isso, a pressão pelo barateamento do frete, os elevados custos de manutenção e combustível, entre outros fatores, têm colocado os agentes do segmento em uma situação complicada.

Você pode estar se perguntando: e qual é a fórmula mágica que o título desse texto propõe para reverter essa situação, se os efeitos sofridos pela área de transportes estão relacionados à situação econômica do país? Na verdade, não se trata de fórmula mágica, mas de um trabalho de inteligência, que envolve informação, tecnologia e logística para trazer mais eficiência e minimizar perdas.

Hoje a indústria de seguros conta com ferramentas que, se bem utilizadas, podem ter um impacto positivo na gestão de riscos e na eficiência operacional das empresas. Cada vez mais, especialistas em avaliar as operações (tipo de carga, meio de transporte, perfil do transportador etc.) têm condições de estabelecer os recursos ideais para que o material seja transportado e chegue com segurança ao seu destino, minimizando substancialmente os riscos de roubos e acidentes, como colisões, tombamentos, entre outros. Isso pode gerar um impacto positivo bastante relevante para a sociedade.

O Brasil conta com 2,3 milhões de veículos, com idade média de 12 anos, cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Esse modal, que é responsável por mais de 60% do transporte de cargas do país, tem relevância estratégica para o abastecimento da população com bens e alimentos.

Um levantamento recém-lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indica que os cerca de 170 mil acidentes de trânsito ocorridos nas rodovias federais brasileiras em 2014 geraram um custo para sociedade de R$ 12,3 bilhões. Estima-se que o custo dos acidentes nas rodovias estaduais e municipais, em 2014, teria sido algo entre R$ 24,8 e R$ 30,5 bilhões. Em termos globais, pode-se estimar em cerca de R$ 40 bilhões de reais por ano o custo que a sociedade tem com os acidentes de trânsito em todas as rodovias brasileiras.

Esse é um custo bastante relevante para a sociedade e está muito acima do que é investido em infraestrutura rodoviária e campanhas de educação no trânsito. Isso porque estamos tratando aqui especificamente de valores diretamente relacionados ao modal rodoviário, que corresponde a mais de 60% de todo o transporte de carga nacional. Fora isso, há o custo inestimável de cerca de 45 mil vidas perdidas anualmente no trânsito, segundo o Datasus, e outros 160 mil casos de lesões graves.

Aconteceram 56.408 acidentes de trânsito envolvendo veículos de carga, como caminhão, caminhão-tanque e caminhão-trator, nas rodovias federais. Embora caminhões estejam relacionados a 33,4% dos acidentes nas rodovias federais, eles representaram cerca de 44% do total de perdas em valores por conta de acidentes no ano passado. Aproximadamente 30% dos acidentes em rodovias federais teve participação de, ao menos, um caminhão. E acidentes em que esses veículos estiveram envolvidos ocasionaram 43% das mortes.

Outro dado preocupante está relacionado ao roubo de cargas. Dados da ANTT apontam que em 2014 aconteceram 17,5 mil roubos de carga, que resultaram em prejuízos da ordem R$ 1 bilhão. Já a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo divulgou que, de janeiro a agosto deste ano, ocorreram 5.587 roubos de carga em todo o estado, ante 5.697 em igual período de 2014 – 110 casos (ou 1,93%) a menos.

De posse de toda essa gama de informação, as seguradoras podem, hoje, estabelecer uma consultoria tailor made, junto com o corretor de seguros, que vai determinar as ferramentas ideais para evitar o sinistro. Definir o grau de risco para cada categoria de carga, seu grau de complexidade, trajeto ideal, recursos tecnológicos e até o grau de especialização do transportador, podem fazer toda a diferença.

E é aí que entra o serviço de inteligência de mercado. Afinal, o risco de roubo de uma carga de gesso, estatisticamente, é infinitamente menor do que o observado no caso de uma carga de eletroeletrônicos. Nesse caso, pode não ser necessária uma escolta armada. Mas se essa carga tem de passar por Minas Gerais, por exemplo, é possível estabelecer uma rota alternativa ou os horários mais seguros para trafegar pela BR-381, que foi responsável pelo maior número de acidentes com caminhões entre as rodovias federais em 2014. O uso de tecnologias de rastreamento via satélite, GPS, isca (rastreador escondido na carga), trava de quinta roda (comando eletrônico que impede o desengate da carga) entre outros, pode complementar a estratégia de segurança.

Com uma consultoria estratégica, as seguradoras podem contribuir para minimizar perdas e fazer com que valores que seriam empregados na compensação de prejuízos possam ser mais bem empregados em prol da sociedade.

Adailton Dias

Diretor executivo de Transportes da Yasuda Marítima Seguros

Tel.: 0800 7719719


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