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Crise envelhece frota de veículos

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São Paulo, 26 de Março de 2018 - Valor Online
Por Marli Olmos

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A queda das vendas de veículos novos, durante a crise, provocou o envelhecimento da frota brasileira. Com nove anos e sete meses, a idade média dos carros, caminhões e ônibus que circulam no país é, hoje, um ano e dois meses maior do que em 2012, o melhor ano para a indústria automobilística no mercado interno. Há cinco anos, 39% da frota tinha entre seis e 15 anos; hoje 52% estão nessa faixa de idade.

Os dados fazem parte da mais recente pesquisa do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes (Sindipeças), que será divulgada nos próximos dias. Há 50 anos, o Sindipeças atualiza anualmente dados que servem para o setor organizar-se no mercado de reposição. Os fabricantes de componentes para veículos têm acesso a um banco de dados que fornece detalhes da frota, como cor de pintura e motorização dos veículos.

A constatação do envelhecimento da frota poderá levar expectativas mais animadoras aos fabricantes de veículos, que já elevaram o ritmo de produção por conta da recuperação das vendas nos últimos meses. No primeiro bimestre, houve um aumento de 19,5% nas vendas de veículos novos no país.

Os dados levam os dirigentes do setor a crer que o consumidor, que durante a crise adiou a troca de carro, o fará agora, diante de um quadro macroeconômico mais animador e taxas de juros mais favoráveis a planos de financiamento. Recentemente, o presidente da Bosch, Besaliel Botelho, disse que há um "estoque de demanda" de veículos no país. Isso vale tanto para automóveis como para caminhões e ônibus.

Do lado da indústria fabricante de autopeças, carros mais velhos significam a perspectiva de ampliação de vendas de componentes no mercado de reposição. Em 2013, 14% da produção nacional de peças era destinada à venda para manutenção de veículos usados. No ano passado, a fatia subiu para 21%.

"A entrada de veículos novos no mercado diminuiu", destaca Elias Mufarej, conselheiro do Sindipeças responsável pelo segmento de reposição. Ele lembra que o segmento de caminhões foi o que mais sofreu. Em quatro anos, a idade média dos veículos de carga aumentou de nove anos e cinco meses para dez anos e oito meses. O mesmo praticamente aconteceu com ônibus, cuja idade média está em dez anos e dois meses.

No ano passado, o tamanho da frota de caminhões ficou praticamente inalterada, com avanço de 0,2% na comparação com 2016. A de ônibus até encolheu 0,9%. Já a de automóveis cresceu 1,1% no ano passado na comparação com o anterior.

Circulam hoje no Brasil 43,37 milhões de veículos, concentrados em cinco Estados. Quase 73% da frota está em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, sendo que 36,8% deles trafegam pelas ruas e estradas paulistas. Da frota total, 13,8% são automóveis importados. Por conta das regras protecionistas nos recentes programas governamentais, a fatia dos importados tem se mantido praticamente inalterada há cinco anos.

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, a frota brasileira chega a ser menos velha do que nos países desenvolvidos. Pesquisas recentes mostram que a idade média dos mais de 270 milhões de veículos que circulam nos Estados Unidos supera os 11 anos. Na Europa, a média, em todo o continente, é de dez anos e sete meses, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Veículos (Acea).

Pesquisadores ouvidos pela "Autonews", uma publicação especializada dos Estados Unidos, argumentam que a qualidade dos novos veículos ajuda a mantê-los em atividade por mais tempo.

Mas não é apenas isso. Nos mercados desenvolvidos, a obrigatoriedade da inspeção garante a manutenção dos carros usados. Além disso, especialistas lembram que embora a idade média seja alta, em países desenvolvidos carros muito velhos saem das ruas por força da inspeção.

O mesmo não acontece no Brasil. Segundo a entidade, o percentual médio de sucateamento no país é de 1,5% ao ano. Essa tem sido uma média histórica. Saem das ruas, principalmente, veículos roubados sem recuperação ou os que sofrem perda total em acidentes.

O país apresenta, por outro lado, forte potencial de vendas. Segundo a pesquisa do Sindipeças, o Brasil tem hoje 4,8 habitantes por veículo. O número já foi bem maior. Há dez anos eram 7,3 habitantes por veículo. Nesse caso, muitos países têm uma taxa de motorização bem mais elevada. Os países desenvolvidos apresentam os menores números. Na Alemanha a relação é de 1,68 habitante por veículo; na França, 1,72; e nos Estados Unidos, 1,2. Entre os vizinhos, na Argentina a pesquisa mais recente indica 3,2 habitantes por veículo, com tendência de diminuir ainda mais. No México são 3,5 por veículo.

A pesquisa do Sindipeças tende a trazer à tona a necessidade de um programa de renovação da frota, um assunto polêmico e há muitos anos discutido pela indústria automotiva e o governo. A ideia seria ligar a renovação a programas de inspeção veicular.

As discussões em torno do assunto foram retomadas por um dos grupos que trabalharam para a elaboração do Rota 2030, o novo programa automotivo, que até agora não foi anunciado pelo governo por divergências na equipe econômica. "A inspeção seria o caminho ideal para a manutenção preventiva", destaca Mufarej, do Sindipeças.

Circulam hoje no Brasil 43,37 milhões de veículos, concentrados em cinco Estados. Quase 73% da frota está em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná, sendo que 36,8% deles trafegam pelas ruas e estradas paulistas. Da frota total, 13,8% são automóveis importados. Por conta das regras protecionistas nos recentes programas governamentais, a fatia dos importados tem se mantido praticamente inalterada há cinco anos.

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, a frota brasileira chega a ser menos velha do que nos países desenvolvidos. Pesquisas recentes mostram que a idade média dos mais de 270 milhões de veículos que circulam nos Estados Unidos supera os 11 anos. Na Europa, a média, em todo o continente, é de dez anos e sete meses, segundo a Associação Europeia de Fabricantes de Veículos (Acea).

Pesquisadores ouvidos pela "Autonews", uma publicação especializada dos Estados Unidos, argumentam que a qualidade dos novos veículos ajuda a mantê-los em atividade por mais tempo.

Mas não é apenas isso. Nos mercados desenvolvidos, a obrigatoriedade da inspeção garante a manutenção dos carros usados. Além disso, especialistas lembram que embora a idade média seja alta, em países desenvolvidos carros muito velhos saem das ruas por força da inspeção.

O mesmo não acontece no Brasil. Segundo a entidade, o percentual médio de sucateamento no país é de 1,5% ao ano. Essa tem sido uma média histórica. Saem das ruas, principalmente, veículos roubados sem recuperação ou os que sofrem perda total em acidentes.

O país apresenta, por outro lado, forte potencial de vendas. Segundo a pesquisa do Sindipeças, o Brasil tem hoje 4,8 habitantes por veículo. O número já foi bem maior. Há dez anos eram 7,3 habitantes por veículo. Nesse caso, muitos países têm uma taxa de motorização bem mais elevada. Os países desenvolvidos apresentam os menores números. Na Alemanha a relação é de 1,68 habitante por veículo; na França, 1,72; e nos Estados Unidos, 1,2. Entre os vizinhos, na Argentina a pesquisa mais recente indica 3,2 habitantes por veículo, com tendência de diminuir ainda mais. No México são 3,5 por veículo.

A pesquisa do Sindipeças tende a trazer à tona a necessidade de um programa de renovação da frota, um assunto polêmico e há muitos anos discutido pela indústria automotiva e o governo. A ideia seria ligar a renovação a programas de inspeção veicular.

As discussões em torno do assunto foram retomadas por um dos grupos que trabalharam para a elaboração do Rota 2030, o novo programa automotivo, que até agora não foi anunciado pelo governo por divergências na equipe econômica. "A inspeção seria o caminho ideal para a manutenção preventiva", destaca Mufarej, do Sindipeças.



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