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Ascenty planeja investir R$ 1 bi em centros de dados

Por Gustavo Brigatto | De São Paulo07/05/2018 às 05h00


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Chris Torto, fundador da Ascenty: "Migração para nuvem está muito rápida"
 
A empresa de centros de dados brasileira Ascenty pretende investir mais de R$ 1 bilhão na ampliação de suas oito unidades atuais e na construção de mais seis, que serão inauguradas ao longo de 2019. Com os 14 centros em operação, a meta da companhia é atingir uma receita de US$ 240 milhões, mais de 40% acima dos US$ 170 milhões projetados para 2018. Em 2017, o total foi de US$ 100 milhões. "A migração para o modelo de computação em nuvem está muito rápida", diz o americano Chris Torto, fundador da Ascenty. 
 
A Ascenty foi montada com recursos do próprio executivo e do fundo americano Great Hill Partners - que também esteve com Torto na fundação da operadora Vivax, vendida para a NET em 2006. Ano passado, a companhia recebeu um aporte de US$ 150 milhões do fundo Blackstone. Em janeiro, a companhia praticamente dobrou uma linha de financiamento que tinha contratada junto a um consórcio de bancos liderado pelo Itaú e pelo ING. O total passou de US$ 190 milhões para US$ 350 milhões para ajudar a companhia a financiar sua expansão.
 
A empresa atua em segmento de centro de dados conhecido como de atacado, ou co-location. Isso significa que ela só oferece a seus clientes a infraestrutura básica (espaço, refrigeração, energia elétrica, segurança predial etc.) para que eles montem e operem seus centros de dados. É o caso, por exemplo, da Amazon e do Google. O Valor apurou que essas duas companhias têm dentro da estrutura da Ascenty os centros de dados que usam para oferecer serviços de computação em nuvem para empresas brasileiras. O modelo exige menos investimentos e dá mais flexibilidade para crescer. E na medida que esse avanço acontece, a demanda por capacidade aumenta, o que exige novos investimentos. Por razões de confidencialidade, a Ascenty não informa se Amazon e Google são clientes.
 
No modelo de co-location a Ascenty tem como principal competidor a Odata, empresa do fundo Pátria que tem um centro de dados em São Paulo e um em Bogotá, na Colômbia. Companhias como Tivit, UOL Diveo e Locaweb também têm o co-location entre suas ofertas, mas atuam com mais ênfase na área de serviços de tecnologia. A Ascenty chegou a ter uma atuação nesse segmento, mas vendeu a área à Mandic em 2017 para se concentrar em sua atividade principal. À época do negócio, a área de serviços atendia cerca de 200 clientes e representava por volta de 5% da receita da Ascenty.
 
Criada em 2010, a Ascenty tem seis centros dados em São Paulo, um no Rio e um em Fortaleza. As seis novas unidades estão sendo construídas em São Paulo. "Rio e Fortaleza estão esgotados e estamos estudando ampliações. Mas todo mundo quer contratar em São Paulo. O Brasil não consegue escapar da gravidade de São Paulo", diz Torto.
 
Além dos centros de dados, a Ascenty é dona de uma rede de fibra óptica que conecta as estruturas. Atualmente são 4,7 mil km instalados em São Paulo, no Rio e em Fortaleza. A rede permite troca de informações mais velozes do que em redes de terceiros, e tem funcionado como uma fonte de receita adicional importante para a empresa: 97% dos clientes contratam o serviço de conexão, segundo Torto.
 
Há dois anos, a Ascenty cogitou uma oferta pública de ações nos Estados Unidos, mas a listagem não caminhou porque a empresa ainda não tinha as condições ideais de porte e geração de caixa para justificar o processo. Na avaliação de Torto, ao fim de 2018 a companhia terá um perfil mais adequado, o que abre caminho retomar as tratativas.

"O IPO do PagSeguro [que levantou US$ 2,3 bilhões com valor de mercado superior a US$ 9 bilhões] também ajudou mostrando que os investidores estão sendo mais ousados", diz o empresário. De acordo com Torto, a oferta de ações é a única forma de financiar a um custo baixo o plano da companhia de chegar a 25 centros de dados em operação até 2023.


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